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Relação Intestino e o Cérebro

A ciência e as pesquisas médicas têm demonstrado através de estudos recentes a importância do sistema gastrointestinal e mais especificamente do intestino, para a manutenção da saúde e do bem estar. O intestino passou a ser reconhecido como um ''órgão inteligente'' por sua capacidade de selecionar entre o que comemos, o que nos é ou não útil, e por ser o único órgão do corpo humano capaz de executar funções independentemente do Sistema Nervoso Central, chegando a ser recentemente denominado por especialistas como um ''segundo cérebro''.

O livro do Dr. Michel Gerson, o “Segundo Cérebro”, menciona que os intestinos possuem uma rica rede neuronal, cerca de 100 milhões de neurônios (semelhante à medula espinhal) que elaboram neurotransmissores. As últimas pesquisas demonstraram que quarenta hormônios e vinte neurotransmissores são secretados também pelo eixo-cérebro-intestinal, ou seja, pelo cérebro e intestino simultaneamente, e que 80% do nosso potencial imunológico esta presente neste órgão. Com isso ao regular todo o nosso organismo os intestinos funcionam como órgãos inteligentes.

As principais funções do intestino grosso?

Como devería ser o funcionamento intestinal?

Como nos alimentamos em média 3 vezes ao dia, deveríamos evacuar de 2 a 3 vezes ao dia, de preferência após cada refeição como fazem os bebês que ao mamar em seguida evacuam, isso devido ao reflexo gastro-cólico.

Quando não conseguimos manter a média de 2 a 3 evacuações diárias podemos chegar a acumular de 3 a 4 kilos de matérias não eliminadas. Assim, os detritos que deveriam ser eliminados permanecem no intestino grosso durante muito tempo e acabam sendo fermentados. Neste processo, produzem material tóxico que será novamente absorvido pelo organismo, produzindo uma "auto-intoxicação" ou também chamada toxemia. Dentre estas toxinas podemos citar a cadaverina e a amônia.

Sintomas e doenças que estas toxinas podem provocar?

Além dos efeitos locais que a prisão de ventre pode causar como gases e cólicas, o acúmulo das matérias no cólon pode ser a causa de numerosas afecções. As toxinas produzidas pelas putrefações intestinais alcançam pela via sanguínea os órgãos vizinhos, intoxicando-os e degenerando-os , podendo contribuir para o aparecimento de problemas como: obesidade, fadiga, enxaquecas, celulites, alergias, problemas de pele e unhas, baixa das funções imunológicas, depressão, e outros....

Existe também uma correlação muito significativa entre a freqüência crescente dos cânceres do cólon nas pessoas que tem os intestinos presos devido à alimentação pobre em fibras.

Intestinos e defesa imunológica:

Na parede intestinal encontra-se cerca de 80 % do nosso potencial imunológico, como também o hormônio de crescimento que combate os sintomas do envelhecimento.

Relação do intestino com a alegria:

Cerva de 90% da serotonina (que é o neurotransmissor responsável pela a alegria) é produzido no intestino. A serotonina está baixa em pessoas com depressão, demonstrando a importância do bom funcionamento intestinal nestas pessoas.

A prisão de ventre também tem influencia no humor das pessoas, como podemos perceber, com o uso da palavra "Enfezada" (cheia de fezes), referindo-se a pessoas com mau-humor.

Existe relação direta entre a emoção integrada no hipotálamo e a motilidade do intestino.

Funcionamento intestinal e obesidade:

Entre os quarenta hormônios secretados pelo eixo cérebro intestinal podemos citar a colecistoquina que juntamente com a leptina, polipeptídio Y, são poderosos agentes de saciedade, conseqüentemente bloqueando a obesidade. A leptina é responsável pela magreza, promovendo menor ingestão alimentar e incrementando o metabolismo energético e regulando o metabolismo de glicose e de gorduras. A leptina também é formada no epitélio intestinal, isto poderia explicar porque as mulheres com problemas intestinais e diminuição da leptina, têm mais obesidade.

Importância da limpeza intestinal do Yoga
chamada Shank Prakshalana

No Gheranda Samhita, um dos textos de Hatha Yoga, são recomendadas seis limpezas corporais chamadas Sat Karmas, e entre elas está o Shank Prakshalana, ou limpeza de todo o aparelho digestivo incluindo os intestinos. Essa limpeza deve ser realizada de 1 a 2 vezes ao ano, de preferência na entrada da primavera e outono. Existe uma forma curta, Laghoo Shank Prakshalana, que pode ser realizado 1 vez por semana, e em casos de constipação diariamente até a normalização do intestino. A vantagem dessas limpezas é a recuperação do movimento peristáltico dos intestinos, sem os efeitos danosos que os laxantes (uso diário) causam, irritando a mucosa intestinal e ocasionando paralisia intestinal e a síndrome do intestino irritável.

Na técnica do Laghoo e do Shank Prakshalana a pessoa, ainda em jejum, bebe água morna e salgada e faz uma seqüência de 5 exercícios que conduzem a água desde o estômago até o ânus. Essa prática do Yoga faz com que o material aderido, por vezes, dezenas de anos seja removido das paredes intestinais.

Porque limpar os intestinos?

Os intestinos são constituídos de válvulas coniventes (ondulações semelhantes a um leque), vilosidades (projeções semelhantes a finos dedos) e microvilosidades (semelhante a borda-em–escova, 1000 microvilosidades) que aumentam mil vezes a área de absorção da mucosa intestinal (área total de 250m2), mas esta combinação de pregas, projeções e microvilosidades também constituem áreas de aderência do bolo fecal, e diferente do que pensamos, não são limpadas automaticamente. A aderência do bolo fecal nas paredes dos intestinos com o conseqüente ressecamento e o acumulo de gases e muco acaba impedindo o movimento natural dos intestinos.

Efeitos da prática:

Importância da técnica de limpeza intestinal Yóguica

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